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Segunda-feira, Outubro 09, 2006

O Invisible entrou em Velocidade de Cruzeiro!
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Terça-feira, Maio 30, 2006

Auto-retrato

Enquanto faço a barba a sêco com a minha Aochengshishangjingpin luxury rechargable shaver made in China contemplo no espelho as marcas de 35 Verões que exibo no rosto.
As covinhas das bochechas são agora dois riscos que, embora já me tenham dito que são sexy, começam a estar demasiado alinhados com as 3 ruguinhas de expressão que imprimem um sorriso falso nos cantos dos meus olhos. Não incomoda muito o meu narcisismo já que até serve para compensar o nariz aquilino, estragado por ter sido partido vezes de mais, mas que mesmo parecendo uma batata ainda completa o formato simétrico e aveludado dos lábios, da minha boca, a tal boca das maravilhas.
Por cima de mim, a lâmpada de 40 wts chega e sobra para iluminar minusculos reflexos brancos mal semeados nas minhas temporas, pequenos cabelos brancos de que me orgulho estupidamente e sem saber porquê. Nitidamente dentro de 10 anos terei o cabelo grizalho como um tal de Amadeu Eduardo, que morreu há uns anos e mandava nisto tudo.
O barulho da máquina-de-barbear incomoda-me, quase tanto quanto me incomoda questionar-me se ainda tenho idade para andar com esta argola pendurada na orelha... Felizmente a unica tatuagem que tenho é na alma.
Olho para os braços musculados que contraio automaticamente a cada gesto e com uma ligeira rotação do tronco mostro a uma audiencia invisivel que os dorsais fazem um “V” e ligam os peitorais minimamente bem definidos numa mancha de pilosidade uniformemente distribuida e que nunca me pareceu ser demasiada.
Afasto da cabeça o pensamento que já estive com mulheres com menos mãmas que eu...
Mais abaixo, enquanto sacudo os pêlos cortados das lâminas, tomo consciencia que o six-pack abdominal ainda está todo lá, definido como uma embalagem de ½ duzia de ovos, mas meio escondido pelos 3 kilos a mais que me fazem agora usar calças 42 em vez dos 40 que usava nem há 5 anos atrás.
Sem me perder com a idolatração phaelica que tinha na puberdade volto a passar a máquina pela pele da garganta, contornando a maçã de adão, e pelo meio do som da música que vem da sala ensaio a voz grave que se perde no eco dos azulejos côr-de-burro-quando-foge.
A sombra que projecto na parede atrás de mim chama a minha atenção e lembro o meu antigo barbeiro a dizer-me que tenho o craneo bem feito para usar cabelo curto.
Tenho é o craneo cheio Ó Sô Joaquim, cheio a abarrotar...
Olho-me no espelho e vejo que sou um reflexo de mim, é tudo o que sou, e apago a luz.

Já vestido penso nestas palavras que escrevo e caio na realidade.
Eu não sou só aquilo que vejo no espelho, também sou o que sinto, o que acredito, e o que faço. Não tenho duvidas de mim, do que já fiz, que por muito que seja, não é nada perto do que ainda quero fazer. Eu também sou o que digo ...e se hoje a minha palavra vale ouro, foi porque dei tudo o que tinha quando só tinha a minha palavra para dar.
A palavra tem o peso que tem, tem o peso que lhe é dado quando é verdade e o peso inverso quando é mentira. Mas paradoxalmente com uma palavra apenas se promove a verdade, e com uma palavra apenas se perdoa a mentira.
Eu sei que por ter dúvidas da verdade não vou saber perdoar a mentira, e vou morrer um bocadinho todos os dias, porque eu não sou só o que mostro, também sou o que sinto, e na dúvida, o que sinto morrerá comigo um bocadinho por dia também e a escolha que faço, faço-o da melhor maneira que sei, mas já não sei bem o que estou a escolher, como se escolhesse sem saber.
As palavras são por vezes tudo o que tenho, e eu faço o que digo e digo o que faço, e quando as palavras que existem não me chegam, eu crio palavras novas, re-invento a gramática para me fazer entender.
Hoje não sei conjugar o verbo “Saber”, nem no modo Passado, nem no modo Presente, e muito menos no modo Futuro. Só sei conjugar o verbo no modo Intemporal, o modo da Dúvida.

Eu sei
Que tu sabes
Que eu sei.
Também sei
Que tu me sabes dizer
Aquilo que eu sei.
Mas eu não sei
Se tu sabes,
Que eu não sei nada
E tu nada sabes,
Se não me souberes dizer
Aquilo que tu não sabes
Se eu sei

O Blog da “Interferência Sensitiva” acaba aqui.
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Segunda-feira, Maio 22, 2006

Interferência sintonizada

I will scream again
"I am perfectly sane"
But I am
The invisible man

Tudo começou num momento em que as cartas do baralho já não aguentavam mais serem as fundações e alicerces do meu castelo. Mas de repente, como um sopro de esperança lido e ouvido numa música épica e longa demais aparece um conceito para eu me entreter a sonhar com dias mais fortes e sem interferências indesejadas. Daí ao blog foi um dia a aprender como isto funciona e quase 2 anos a postar idiotisses terapeuticas.
Hoje, o Homem Invisivel completou o ciclo da condensação à evaporação.
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Sexta-feira, Maio 19, 2006

true lies

Escreve-se assim o principio do fim
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Quarta-feira, Maio 17, 2006

Gravidade Zero

Just when I thought I'd seen the last of you
You come here scratchin' at my door
Your pain and anger's in the howling dark
Of every corridor I walk

So tell me more about the love that you rejected
Tell me more about the trust you disrespected
I still don't know, why did you hurt the very one
Why did you hurt the very one
That you should have protected?
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Signs of Change

The wind changed
I felt it run beneath my hair
Like silk drawn across my neck
And the medium wave
Brought signals here from far away
Something in the air
For those who know the signs
Something in the air...
A storm!


Marillion, "Ocean Cloud" (adapted)
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Terça-feira, Maio 16, 2006

Há filmes e filmes

Uns ficam na memória...
...outros não!

Deste filme ficou-me na memória uma passagem particularmente lúdica:

"Ahh... AAhh... ATCHIM!
Sorry, I'm alergic to bullshit"
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Segunda-feira, Maio 15, 2006

Jogo perigoso

Não gosto de jogar ao "vale-tudo", perco sempre... os meus escrupulos não me deixam arrancar olhos!
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Sábado, Maio 13, 2006

Parabéns

Hoje é o teu dia
de festa!
Para a minha querida Patita
Parabéns...
...e palmas!
831F
(Ainda bem que não te chamas Maria de Fátima!)
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Segunda-feira, Maio 08, 2006

Quando a Terra parou de girar

Interrompi tudo o que estava a fazer,
Parei,
De repente
E tudo o que ainda não tinha feito
Ficou ainda por fazer.
Interrompi o cigarro e esmaguei-o no cinzeiro,
Carreguei no pause do CD,
Arranquei o fio ao telefone
E parei o programa da máquina de lavar.
Interrompi o noticiário em directo,
Fechei o livro,
Formatei o disco
Larguei o garfo
Pousei o copo
E desliguei o quadro da luz.
Parei, escutei e olhei
E saltei do 3º andar
Sustive a respiração
Abrandei o ritmo cardiaco
Perdi a conta à pulsação
Saí à rua
Estacionei em contra-mão
Cortei o trânsito,
Desviei o Rio
E até desviava um avião
Soprei ao vento,
Apaguei o Sol
Parei o tempo
Interrompi a História
E parei aqui
Para te dizer
Assim
Enquanto o mundo não gira outra vez
Que eu também te amo
Porque ao contrário do Mundo
Tu
Nunca páras de mo dizer.
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Sábado, Maio 06, 2006

Diálogo Motard

Depois da concentração, num momento de descontracção numa esplanada junto ao rio Tejo:
"-Estou tão excitada por ter aprendido a guiar a mota que fiquei cheia de fome..."
"-Também eu... já te comia qualquer coisa!"
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Quarta-feira, Maio 03, 2006

Honda Civic 1.5 LSi 130cv (automatico)

Estava parado há 6 mêses, pegou à primeira!
Adoro o meu carro!
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Terça-feira, Maio 02, 2006

Uma viagem feita em números

14 dias
1500 Kms (600 Kms por caminhos desconhecidos)
1 pneu da frente careca
90 litros de combustivel (7 depósitos)
1 x 36 rôlo de photos
24 photos digitais
300 Cigarros
0,5 litros de “bicas”
3 litros de "minis"
0,9 litros de Moscatel
0,4 litros de vinho do Porto
50 jogos de “Sueca”
6 jogos de futebol na TV
1 concentração Motard (Alijó)
10 SMS Enviadas
17 SMS Recebidas
1 Cerca construida em madeira (com duas cancelas)
6 dobradiças
3 x 2,4 Metros quadrados de madeira de cofragem
1 x 2,4 Metros quadrados de madeira de forro
(5 x 12) molhos de ripas de pinheiro abeto com “tratamento”
1 Kilo de pregos de “ripa”
1500 marteladas (média de 5 por prego)
200 cortes com serra tico-tico
30 furos com berbequim
12 metros de rede de jardim (com plastificado verde)
2 kilos de arame (idem)
4 esticadores
10 Estacas
100 marretadas (média de 10 por estaca)
4 x 1 metros quadrados de calçada de paralelo de granito
20 metros de fio tri-fásico com “terra”
4 casquilhos E27
1 x 10 barras de junção
4 lâmpadas de 60Wts
1 porta arrombada
1 fechadura trocada
1 caixa de correio feita de madeira (falta o acabamento)
50 horas de trabalho
3 horas (aprox) na Internet
3 sarapitolas
1 casamento
1 funeral
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Quarta-feira, Abril 26, 2006

Brico Invisivel

Hoje vou instalar um sistema de iluminação no Lagar e fazer uma cerca de madeira entre a horta e o Jardim.
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Terça-feira, Abril 25, 2006

Da hipocrisia ao Cravo na lapela

Distinto Economista de quem já aqui falei, hoje prominente politico nacional, não se apresentou no dia da Liberdade com um cravo na lapela... Causou alarido na TVI e na esquerda iluminada, mas não deixou de ser um direito que lhe assiste, ao tal economista, já que nunca se identificou com o espirito de Abril.
Pergunto eu:
Então e durante a campanha nas últimas eleições, esse dito economista, não terá sido muito hipocrita ao ter entoado a "Grandola Vila Morena" por terras da reforma agrária?
A amnésia colectiva é de facto prodigiosa!
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Segunda-feira, Abril 24, 2006

Hoje

Hoje foi dia de Feira em Alijó, vim à “Vila”, ao banco e à civilização (enfim, quase) e aproveitei para gastar 9 Euros no “5 à Sec”… É doentia esta minha mania de ponderar todos os gastos: Qual seria mais barato? Ir à feira comprar uma muda de roupa ou lavar a roupa suja que tenho? Por muito que pondere tenho sempre a sensação que desbarato dinheiro…
Depois veio a coisa da fome e porque já passava da hora do almoço enchi-me de coragem para comer uma “Francesinha” (sem ovo numa tentativa de reduzir o colesterol, que a minha paranóia me diz que deve andar alto).
Se a minha Mãe soubesse que gastei dinheiro a lavar roupa em vez de lha dar a ela para lavar… Já para não falar do comer fora quando aposto que tenho o almoço à minha espera num tacho em lume brando. Quando chegar à Aldeia volto a comer.
Hoje fui tomar uma água a S. Mamede de Riba Tua, passeei um pouco pelo Vale e não resisti a uma investida de Virago pela Calçada Romana. Se os Romanos imaginassem que um dia um maluco andaria ali acima e abaixo num cavalo de ferro… Mas a paisagem chama sempre por mim, como Postais Vivos que não consigo evitar.
Hoje não tenho vontade de passar o dia em Santa Eugénia, morreu alguém, há funeral, a casa da minha Mãe fica literalmente em frente da Igreja… É engraçado em dias de casamento, mas hoje não.
Hoje, no seguimento de ontem, sei que há uma luz ao fim do túnel...
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Domingo, Abril 23, 2006

Interferência - Reload

Parece uma re-visita a um dos posts que figuram nos 10 melhores (ver coluna ao lado) e que também foi escrito neste local, neste café.
Peguei na moto e vim a trás-os-montes, 2 alforges de roupa e um fato de chuva, 400 Kms em 8 horas de passeio por estradas nunca dantes percorridas.
Entretanto passou quase uma semana, o Porto é Campeão, a minha cadela já emigrou para casa da minha Mãe, arranjei algumas coisas na casa dela (da minha Mãe), tenho jogado Sueca no café, não tenho asma, mal vejo TV, fumo o mesmo que fumava e tenho andado com uma dor no peito que me faz andar paranoico do tipo estou na eminência de ter uma crise cardiaca.
Vá Savoir...!?
Acho que ando em busca de uma serenidade perdida, e provavelmente nunca mais a vou encontar...
Este Blog até já tem 20K visitas e tudo!
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Terça-feira, Abril 11, 2006

AX11TRE

...e assim, com os dedos cobertos de óleo e porcaria, acabei de reparar bastantes coisas num carro que ninguém dava nada por ele!
Pequenos prazeres de gajo, também tenho direito...
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Quarta-feira, Abril 05, 2006

Memento

Seria seguramente um concerto bom de ver, cheio de memórias de outros tempos e com montes de aves raras pseudo-góticas com quem conversar... Mas o momento...
O momento não é o melhor, tanto o momento efémero, como o momento presente. O momento não tem o memento certo
Talvez eu seja preciosista, talvez tenha um standard muito elevado, ou talvez me tenha pura e simplesmente tornado ingrato.
Possivelmente mostrei entusiasmo a mais sobre algo que nem me entusiasma assim tanto.
Obrigado na mesma.
831F
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Segunda-feira, Abril 03, 2006

Free Style

Mais importante que o formato, é o conteúdo!

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Domingo, Abril 02, 2006

Saltar no vazio

Não importa muito se a fasquía está alta, o que conta é o empenho em ultrapassa-la!

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Segunda-feira, Março 27, 2006

A hora da mudança

Fala-se por ai de mudanças e de não-mudanças... pelo meio, inevitavelmente, é mesmo hora de mudança, de mudança de hora!
Nota: A verdadeira mudança, quando ocorre, ocorre dentro de nós, intrinsecamente, senti-mo-la, mesmo quando os outros não a vêem, a mudança.
Agora a mudança exterior, essa, não é uma mudança, é apenas uma aparência!
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Quinta-feira, Março 23, 2006

Rebentaram as águas do dia

Com esta chuva toda a cair do céu, hoje deve ser uma continuação de ontem...
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Terça-feira, Março 21, 2006

A teoria das correntes de ar

A minha primeira incursão na Universidade não foi Gestão, foi Psicologia... Na minha ignorância estava convencido que tal formação preencheria em pleno uma certa Nobreza com que tento cultivar o meu ser. Mas não, apesar de alguma inclinação minha para o altruismo e para relações interpessoais, a Psicologia não era disciplina para mim, pelo que cheguei ao segundo ano (onde me espalhei ao comprido) e saltei fora. No mesmo ano entrei para Gestão e formei-me, com uma Dupla-Licenciatura e com distinção (não me canso de dizer).
Contudo, a tal inclinação para ouvir os outros e a tendência de os querer ajudar não desapareceu.
Todas as pessoas (incluindo eu) geralmente levam os seus próprios problemas de uma forma muito pessoal, a peito. É frequente até ter-se mais do que um problema ao mesmo tempo, e às vezes um problema condiciona os outros e vice-versa, já não se sabe qual o problema principal, e o emaranhado torna-se tão complicado que facilmente se perde a noção de objectividade e da relatividade. É nestas alturas que temos mais dificuldade em, por um lado fazer entender às outras pessoas quais são as nossas preocupações, e por outro aceitar-mos a ligeireza com que a outras pessoas parecem ver os nossos problemas.
Geralmente eu sou uma dessas “outras pessoas” que tenta sempre ajudar e minimizar os problemas alheios.
É que ajudar os outros é relativamente simples: Quando alguém me pede ajuda para alguma coisa eu costumo ouvir o problema que me estão a contar, pelo meio tento perceber se há ou não um pedido de ajuda dissimulado nesse desabafo e se posso ajudar em alguma coisa, e por fim tento trazer a pessoa à sua realidade, transmitindo-lhe a noção de prioritização e de relativização das soluções dos seus problemas (que são sempre simplificados aos olhos dos outros porque os outros não levam os nossos problemas tanto a peito como nós próprios!).
Normalmente recorro a uma metafora do género, cada problema é uma porta, se se abrirem as portas todas ao mesmo tempo, os problemas no seu conjunto adquirem proporções gigantescas! Contudo, se se abrir uma só porta de cada vêz é mais fácil resolver esse problema (e fechar a porta) e partir para a resolução do próximo problema (abrir a porta seguinte), e por aí em diante.
É que há vários tipos de problemas, e consequentemente, vários tipos de Portas: Umas estão encostadas, outras entre-abertas, umas estão fechadas, outras escancaradas, umas têm código, outras são de abertura retardada, enfim, umas são de carvalho, outras são de vidro, umas são blindadas, e outras têm que ser arrombadas.
Ora bem, isto tudo para quê?
Para dizer que não obstante este discurso todo, eu próprio, neste momento, abri portas demais ao mesmo tempo...
...e os parcos conhecimentos de Psicologia de pouco ou nada me valém.
Neste momento, que me valha a Gestão, a Gestão pessoal e o saber gerir a abertura das portas, uma de cada vez, para não ser levado pela corrente de ar!
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Dia mundial do... jogo de palavras

Hoje tenho tanto sôno que não posso discriminar a àrvore para fazer um poema sobre a floresta!
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Segunda-feira, Março 20, 2006

Ecquinox

tic-tac-tac-tic-tac-tic-tac-tic-tac-tic-tac-tic-tac-tic-tac-tic-tac... 18:26h
A Primavera chegou!
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Sábado, Março 18, 2006

A Cavá-lo de Troia

Ontem passamos por Troia... Já era de noite, mal saimos do barco a Virago até arrancou alcatrão!
É que o fantasma das torres assombrará para sempre aquele local!
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Sexta-feira, Março 17, 2006

De passagem na netty, ai filho!

Estava aqui a passar à porta e entrei, como quase todos os dias, mas hoje sem tempo, por isso é assim...
Fim-de Semana
Vamos de viagem, eu e a Patita (link ao lado)
É o Dia do Pai pá!
Hmmm... o meu Pai já morreu
Tinha escrito uma cena fixe
Mas deixei a pen em casa (merda!)
Por isso vou passar o fds a casa do Pai da Patita
É um bacâno, dos melhores!
Está de chuva
Eu adoro a chuva
Portanto, se virem por aì 2 maluquinhos numa Virago preta e cromada, com fatos de chuva a condizer, somos nós!!!
Bom fim de semana
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Quinta-feira, Março 16, 2006

Fui dar banho ao cão!

Se me tivessem mandado "ir dar banho ao cão", hoje eu até ia... e fui!
Molhei a casa toda, inundei o WC e emporcalhei a banheira, mas foi bastante terapeutico.
Depois sai de casa e vim beber uma bica, mas para não ficar nervoso pedi um café-à-benfica: Fraquinho...
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Quarta-feira, Março 15, 2006

Sopra o vento?

Sobre a questão do vento soprar para o meu lado, acho que a coisa se está a compor... não é que o vento já tenha virado, mas pura e simplesmente não sopra para lado nenhum. É como se o vento tivesse a embraiagem a patinar, ou simplesmente estivesse em ponto-morto.
Valha-me o Sol!
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Domingo, Março 12, 2006

Passa o tempo, violento...

...tic-tac-tic-tac-tic-tac-tic-tac-tic-tac-tic-tac-tic-tac-tic-tac-tic-tac-tic-tac-tic-tac-tic-tac-tic-tac-tic-tac-tic-tac-tic-tac-tic-tac-tic-tac-tic-tac-tic-tac-tic-tac-tic-tac-tic-tac-tic-tac-tic-tac-tic-tac-tic-tac-tic-tac-tic-tac-tic-tac-tic-tac-tic-tac-tic-tac-tic-tac-tic-tac-tic-tac-tic-tac-tic-tac-tic-tac...
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Sábado, Março 11, 2006

Dom Quixote

Hoje não ganhei a batalha do dia... O dia ganhou, e eu perdi, e por antecipação sei que vou perder a noite também, seja a dormir ou seja sem sôno, vou perder.
Mas por muitas vezes que perca, dias inteiros e noites sem fim, nunca vou desistir de lutar...
...Mesmo quando já nem sei contra o quê ou contra quem é que estou a lutar.
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Sexta-feira, Março 10, 2006

Ainda a BT

Conversa da treta com o Géninho do guiché de atendimento da BT do Carregdo enquanto levantava os meus documentos apreendidos:
Eu: Então, aquela situação de estarem alguns militares daqui suspensos por insurbordinação... já está resolvido?
Ele: Já estão quase todos de volta ao activo, sabe como é, há falta de pessoal, sobretudo "Praças" para andar na "rua".
"Praças"? Isso são Soldados não é? Não conheço bem as patentes da GNR...
Então, é como na Tropa, Soldados, Cabos, Sargentos e Oficiais... Vai até General.
...e Brigadeiro, não?
Sim, sim, Brigadeiro, que é a patente mais alta.
Brigadeiro é o mais alto?
Depois de Brigadeiro ainda há o Posto de Marechal, mas esse só é conferido a titulo póstumo.
Ah... então olhe, p'ra mim esses são os melhores!
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Quarta-feira, Março 08, 2006

8 de Março

No meu calendario, todos os dias é Dia da Mulher!
(Até mesmo das mulheres da BT)
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Terça-feira, Março 07, 2006

Não resisto ao charme da BT

Filhos da puta, Ignorantes do caralho, vão apanhar no cú seus inuteis de merda.
500 Euros de multa??!!
Carta apreendida??!!
Mota Apreendida?!
Vão-se foder grandes cabrões! Puta que os pariu a todos mais a cona da Mãe deles, ladrões!

Para a próxima não páro, faço-te um burn-out à frente que até comes com alcatrão nos olhos.
A multa está paga, agora passa para cá a carta, os documentos e a mota antes que a contagies com o sebo dos teus cornos, chulo de merda!
Ficas a saber que não vou descansar enquanto não defraudar o Estado em 10 vezes mais do que vocês me estão a defraudar a mim!
Paneleiros!
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Comentário tornado Post

...Dois ou três Posts abaixo escrevi sobre Energia Nuclear, e tive alguns comentários. Vou responder aqui ao comentário do RanTanPlan...
Sobre os residuos radioactivos do combustivel nuclear usado, Portugal pode fazer uma de duas coisas:
1: Tornar-se num desses "grandes paises" de que falas
2: Tornar-se num desses "paises subdesenvolvidos" de que falas
Qual te parece melhor futuro para o nosso Pais?
Mais, a Espanha (incomparavel com Portugal como já ilustrei anteriormente) tem esse problema resolvido (e não me venham com historias de descargas para o Tejo que isso é mito).
Quando pensares em produção de energia nuclear em Portugal, não penses numa REN (Rede Electrica Nacional), pensa antes numa REI (Rede Electrica Iberica)!
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Segunda-feira, Março 06, 2006

Tem sido assim:

Tenho andado de moto por lugares por onde nunca passei, às vezes a solo outras vezes com pendura... A parte mais gira foi ter comprado dois fatos integrais para andar à chuva, que loucura, no fds choveu que Alguém a deu e nós sequinhos por dentro!
Aqui há dias encontrei um Datsun 2200 D de 1970, preto, lindo... mas não estava à venda, fiquei com pena. Mais adiante no mesmo dia encontrei um Lada Niva 4x4, baratissimo e provavelmente será a proxima aquisição aqui do estarola!
Tirando isso, hoje vim até St. John of Estoril, está meio frio mas só o ter vindo pela marginal a ver o mar serviu para aquecer algo dentro de mim.
O Homem da gelataria lá em baixo torceu o nariz por eu ter estacionado a moto em frente da esplanada dele, mas eu ignorei e subi... A minha gata (que agora é da minha irmã) fez uma festa enorme por me ter visto, o que me agradou... é uma gata malhada que trouxe de França e que já correu meia Europa comigo.
E pronto, este blog conta já 19K visitas, quem diria!
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Quarta-feira, Março 01, 2006

Carnaválico

Pá, fotos do carnaval só quando revelar o rôlo...
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Segunda-feira, Fevereiro 27, 2006

Interferência manuscrita

O dia começou cedo... as 8:35 marcaram espontaneamente o fim do sonho que estava a ter: Eu, duas louras e muitos preliminares. Acordei em sobresalto, mas tranquilizei-me com a morena deitada a dormir sossegada ao meu lado.
Levantei-me e passei ao lado do duche como se ele não existisse aos Domingos.
Uma Chavena de leite morno tingida de café serviu para engolir ½ ansiolitico da ultima lamela que me resta na caixa... ando em fase de desmame daquela porcaria.
Depois, banhado pelo Sol que já inundava o escritório (sim, com tantos quartos vazios em casa até temos um escritório!) sentei-me à secretária e desapertei o cinto do meu robe de feltro azul. Liguei o PC e joguei 2 partidas de “Solitaire”, ganhei à “melhor de 3”, uma regra auto-imposta para não perder tempo demais a jogar jogos de computador.
De seguida vesti-me com a roupa do dia anterior e molhei a ponta do nariz a fingir que lavei a cara, desci à rua, passeei a cadela durante 10 minutos e subi com ela outra vez.
Como até está Sol, peguei numa caneta e num bloco e voltei a descer. Vim até ao “55”, onde me encontro no momento que escrevo... Chamo a este Café o “55” porque não só acho o nome “Diamante” estupido demais, como também, imagine-se, é o 55º café a abrir em Azambuja!
...e agora que já escrevi esta “interferência” vou até casa ler o Jornal, ouvir um CD qualquer e esperar que a tal morena acorde.
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Quinta-feira, Fevereiro 23, 2006

Energia Nuclear: - JÁ !

Aqui há uns tempos, ao ouvir Cavaco Silva a debater as suas peculiares teorias economicas do costume, escrevi um Post sobre uma febre que parece afectar uma certa classe de "economistas" portugueses pois insistem em comparar a economia Portuguesa à economia Espanhola.
Nesse Post ilustrei que para que tal comparação fosse possivel seria necessaria a introdução de 3 industrias geradoras de riqueza interna no nosso país (que existem em Espanha):
1 - Industria de Energia Nuclear
2 - Industria de Produção Automovel
3 - Industria do Fabrico de Armamento
Hoje nos principais Jornais nacionais anuncia-se o primeiro passo para a criação de 2 centrais nucleares em Portugal (com ligação à rede electrica Espanhola, bla, bla, bla...)
BRAVO.
Eu apoio a instalação de centrais nucleares PORTUGUESAS em Portugal!
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Quarta-feira, Fevereiro 22, 2006

Pseudo-encontros ilustres na Vobis

Estava eu a passear pela Vobis do Vasco da Gama e a fazer rônha antes de enfrentar o 3º dia do SISAB (Salão Internacional do Sector Alimentar e Bebidas) quando entre CDs e DVDs esbarro sem querer numa figura que me pareceu reconhecer...
Atrevido e desenrascado (lêr "descarado") dirigi-me a essa figura iniciando o seguinte diálogo:


"Olá, não podia perder esta oportunidade para o poder cumprimentar..."
"Ah... Olá, como está...? é muito simpático da sua parte, obrigado..."
(Aperto de mão cordial)
"Sabe, vou fazer um link do seu blog no meu!"
"Ah... também tem um...?"
"É um pequenino, comecei há pouco mais de 1 ano."
"Qual é o...?"
"Interferência Sensitiva!"
"Ah..."
"Bom, era só mesmo para o cumprimentar, adeus, tenha um bom dia"
"Igualmente, adeus, mais uma vez obrigado"


De resto, conforme prometido a tão ilustre blogger, é com prazer que incluo no restrito listing de blogs que visito um link para o Abrupto, ali ao lado esquerdo, entre a Patita e o Escrita Xis.

Tenha então um...

Bom dia!

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Domingo, Fevereiro 19, 2006

Ora chove, ora faz Sol

Olha, parou de chover, vamos dar uma voltinha de moto?
...Não, espera, está a chover outra vez, bolas.
Espera, espera, já está Sol...
está a chover...
Bom, a moto está lavadinha, parafinada e brilhante como se tivesse saido agora dop stand... deu um trabalhão.
Vamos é ficar em casa ver a transladação da mana Lucia...^
hãn...?
Quer dizer, a ver um filme, boa?
Boa!
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Sexta-feira, Fevereiro 17, 2006

Mania de não saber usar acentos

Já tinha visto isto na PeCoLa... Depois na Broa Quente, e por fim o RanTanPlan passou-a para mim.

Então 5 manias não é?
Não podem ser 7? Gosto mais do número 7. Então aqui vai, uma selecção aleatória de 5+2 das minhas manias.

>Tenho a mania que sou o maior (Mas os trambolhões ensinaram-me a piar mais fino)
>Tenho a mania de tirar macacos do nariz (Mas deixei de os comer na 3ª classe)
>Tenho a mania que a disléxia não me afecta (Porque não me apercebo dos meus erros)
>Tenho a mania de reviver a nostalgia do passado (É um consolo ter memórias felizes)
>Tenho a mania que sou racional e agnóstico (Mas quando chove a Santa Bárbara lá está)
>Tenho a mania de guardar todo o tipo de trapalhadas (Mas depois deito tudo fora)
>Tenho a mania de me meter onde não sou chamado (Gosto de dar a minha opinião)

Ainda bem que eram só 5... quer dizer, 7...

Estava a pensar não passar esta cadeia a mais ninguém, sei que vivo rodeado de malucos e doidos-varridos e lunaticos e outros tipos de aves-raras, que de uma forma ou de outra acabam por ser maniacos também. Contudo vou passa-la a 2 pessoas que de que certeza têm algumas manias...

À Gotissima porque sei que gosta destas coisas.
À Encandescente porque de certeza vai escrever algo magnifico sobre manias...
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Quinta-feira, Fevereiro 16, 2006

Poliglotans

A LINGUAGEM DOS ANS

Por causa da rapans e da depilans tenho comixan na pixan e nos colhans.
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A minha porta está sempre aberta

Uma amiga que escreve num blog que gosto de ler escreveu isto no dia em que eu ilustrei o meu estado de alma, para a minha cara metade, com um desenho de uma muralha, algo que ergo constantemente em meu redor...
Obrigado Encandescente, não me conheces mas conheces-me tão bem.

"Era uma vez um homem que vivia num armário. Ninguém se lembrava já porque vivia o homem no armário ou quando nele se fechara.
Uma manhã ao levantar-se a mulher não o viu deitado e estranhando procurou-o, era cedo ainda para ele se levantar.
Encontrou-o sentado no chão do armário, ar calmo e sereno, e em resposta à pergunta, “que fazes aí?”, ele, voz firme e decidida respondeu, “não saio mais daqui”.
Não deu razões nem explicações, ficou sentado sem levantar o olhar.
A mulher falou-lhe dos filhos, de planos, trabalhos e necessidades, em lágrimas e com pragas maldisse vida e a decisão que ele tinha tomado, ameaçou chamar um médico porque ninguém no seu juízo perfeito se fecha num armário, ele, a tudo nada disse, apenas encolhia os ombros.
Durante dias a fio a mulher tentou convencê-lo a sair do armário, ou pelo menos, pedia-lhe, “deixa a porta aberta” ele nada respondia. Ela falava-lhe do mundo, dos dias de sol, das pessoas que perguntavam, “onde está o seu marido?” ele encolhia os ombros e fechava a porta.
Os meses passaram dentro e fora do armário, não com a mesma medida porque o tempo não é tempo para quem se fecha, as estações não mudam quando o tempo está parado e um ano é um dia e um dia uma hora.
A passagem do tempo notou-a ele nas palavras da mulher, cada vez mais raras, nos passos dela a cada dia mais cansados e no silêncio a cada dia maior.
Um dia os passos deixaram de se ouvir no outro lado do armário mas tinha já passado tanto tempo desde que se fechara que esquecera chave e porta e gestos de abrir.
“Talvez alguém venha”, pensou ele, mas não se lembrava já de ninguém e ninguém no tempo o lembrava.
Só então entendeu, “a porta que fechei e não me lembro, devia tê-la deixado entreaberta”."
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Quarta-feira, Fevereiro 15, 2006

Um Ano

Faz hoje, dia 15 de Fevereiro, 1 ano que te conheço. Há exactamente 1 ano, a esta hora mais ou menos, estavamos eu e tu a jantar e a assistir ao espectaculo do salão "Preto e Prata" do Casino Estoril... Desde então, cada minuto que passei contigo pareceu durar 1 ano inteiro, mas este nosso primeiro ano passou num minuto...
lá se abrandas o ritmo pá.... Ainda temos o resto da vida!!!
831F
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Yhe tieh bah lebleu (em Russo)

Ontem foi dia de S. Valentim, o dia dos namorados (deviam inventar um dia para as namoradas também, coitadas...).
Ao fim do dia, eu e uma esculturalmente atrevida tesoura tivemos uma aventura fogosa e molhada na banheira, depois juntou-se a nós uma Gillette com um grand'a par de lâminas! Foi um espectaculo!
Elas esfregaram-se em mim como uma esponja em body-gel.
Sequei-me, passei uma loção corporal na pele (mariquisses que vi num anúncio de televisão) e entrei no quarto a meia-luz, depois... (CENSURA) ...até de madrugada.
Hoje de manhã olhei para o reflexo do meu corpo no espelho e pareço um adolescente... Em certas partes até pareço um puto-xarila!
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Segunda-feira, Fevereiro 13, 2006

Quem diria...!?

Passa-me pela cabeça que esta coisa de escrever assim, de canêta e papel feito, me vai dar trabalho a dobrar... isto se decidir postar o que escrevo no “Interferência”.
Terá sido a facilidade do teclado que me fez abandonar a escrita tradicional há uns anitos atrás. Mal sabia eu que dessa forma iria matar a inspiração que sempre tinha tido para escrever.
Contudo, no presente imediato, sinto-me cada vez mais compelido a pegar na canêta e deixar fluir a escrita. As razões não andarão muito longe das razões que me faziam pegar na canêta há 10 anos atrás: -A escrita aparece como um escape, uma forma tosca e dislexica de aliviar a pressão de que me vejo rodeado-.
Lembro-me de escrever para tentar manter as coisas em perspectiva e não perder o norte quando parecia andar desnorteado, e então escrevia e re-encontrava algum equilibrio.
Agora, 10 anos passados, cá estamos de novo, o papel, a canêta e eu... Quem diria?!
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Despojos

É sexta-feira, já é de noite mas ainda não é muito tarde.
Enquanto escrevo contemplo a tarefa inacabada que acabei de me fartar de executar...
-Não é facil esventrar bocados dos seus próprios despojos-
A musica transporta-me para onde lhe apetece, aleatóriamente, mas como se tivesse uma vontade própria que escapa à minha vontade. Sinto pela primeira vez que perdi o controlo da música, porta mágica que abro a e que me transporta para onde eu quero, ou assim julgava eu...
A minha vida tomou muitos rumos nos últimos anos, tantos rumos que já não sei bem em que rumo estou. Lembro vagamente um poema que escrevi justamente sobre esse sentimento de estar em completo desnorte e querer desesperadamente encontrar o caminho certo por artes mágicas: “A Ponte”, bonito poema de que me orgulho.
Mas continuo assim, agora, a escrever em frente dos meus despojos espalhados na mesa. Caixas de CDs vazias e pilhas de CDs amontoados sem caixa. Tantos anos passados e tantas mudanças por que passei que acabei por perder o brio que tinha na minha colecção de CDs, hoje mero acumular de despojos a que já chamei memórias, despojos que arrastei comigo em malas e caixas e sacos e carros e motos e barcos e aviões e boleias com desconhecidos e paises diferentes onde vivi e outros por onde passei sem me lembrar já muito bem porquê... Lugares que eram meus e outros que nem por isso, casas alugadas e quartos de hotel, e residências de estudantes e outros lugares que prefiro já não me lembrar pois só serviram para escapar ao frio amargo e por vezes solitário da rua.
Já foram só 20 os meus CDs, depois cresceram, uns comprados novos, outros verdadeiras raridades encontradas em lojas obscuras de música em segunda mão que encontrei nas ruas escondidas de cidades por onde passei. Outros CDs não eram meus, pedi-os emprestados e não os devolvi, ou simplesmente roubei-os, descaradamente, sem remorso, como um cleptomaniaco.
Começaram por ser só 20, depois 50, e 200 e mais de 500! Depois a vida dava daquelas voltas que me faziam ter que vender os meus CDs, porque tinha que ser, e não descansava até mais tarde os poder gradualmente comprar outra vez... tenho CDs que já tive que comprar 2 e 3 vezes.
Hoje mal passam de 200 os meus CDs, e muitos são meras cópias que não têm sequer uma triste fotocopia da capa do original a ilustrar-lhes as caixas.
Tenho assim à minha frente um amontoado de CDs onde cada um que ouço é uma viagem.
Já vou na 3ª viagem desde que aqui me sentei a arruma-los, e viajo ao som da música, e regresso a cada trago de moscatel que engulo em seco sem chegar a saborear.
É curioso que os despojos de que falo hoje andam sempre de mão dada com um outro despojo de mim, a Mãe de todos os despojos do meu passado: A minha bela aparelhagem! Um par de despropositadamente grandes colunas Pioneer de 120wts que foram dropinadas da sala de aerobica do Dramático de Cascais (acredite-se!), o amplificador de valvulas “Galaxy” com 4 saidas (que comprei em 1995 por 20 Libras numa loja de artigos em segunda mão em Canterbury, a Sul de Londres) e os auxiliares que eu lhe queira aplicar num dado momento.
Ao fim de tantos anos sem poiso fixo, para mim, era a localização da minha aparelhagem (e dos meus CDs) que acabava por designar o local a que chamava “Lar”.
Hoje tudo parece ter mudado, estabilizado, e o poiso, que parece ser cada vez mais fixo cada vez menos parece ser “Lar” (Sinto-me completamente deslocado – Pronto, está dito!) mas é o poiso que escolhi, que quero que seja o meu poiso, o local onde a minha colecção de CDs se poderá fundir com outra colecção, e onde estará a minha bela aparelhagem, velha, que deixará de ser só minha, cada vez mais...
Sim, os CDs já cá estão... Mas a aparelhagem é o tal passo sem retorno que ainda não consegui dar, ainda não está tudo a jogar a meu favor, pelo contrário, parece que tudo em que acredito anda às avéssas neste momento (o filho da puta do vento ainda não virou para o meu lado, cabrão!)
Entretanto troquei de viagem (Brave – Marillion – 1994), a viagem mais intensa que alguma vez fiz, talvêz por ter sido a primeira... (Guardo ainda os escritos dessa viagem num caderninho azul com páginas amarelecidas pelo tempo e pelo uso. Há coisas que pura e simplesmente não são possiveis de partilhar, são unicas e tão nostalgicas, tão pessoais que até doi re-vivê-las... A música tem esse poder em mim, é assustador!).
...e os despojos amontoam-se à minha frente, como se já estivessem arrumados, e provavelmente vão ficar assim a maior parte do fim de semana.
Não vou beber mais, a canêta já anda aos tropeções, já estou tonto e com uma sede danada para emborcar a segunda metade da garrafa...
-Falta-me a neve de Fevereiro... HA, HA, HA...
Enfim, no inicio da semana passada escrevi com uma canêta, hoje, quase no fim da mesma semana reincidi, escrevi com uma canêta, por linhas que me parecem tortas de dislexia. Há uns bons 10 anos que não escrevia assim.
Deve ser dos ansioliticos que ando a tomar...
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Domingo, Fevereiro 12, 2006

O Zé do boné

O Sol esconde-se, lento, num lento esconder, envergonhado do orgulho despropositado que sente por brilhar em Fevereiro. Um penétra num Inverno que já não quer ser frio.
Sento-me ritualmente na mesma esplanada de sempre, cadeiras brancas espalhadas na calçada, um café e um copo d’água numa mesa vazia de gente.
Trago no bolso canetas a mais para a pouca vontade de escrever, que é tanta. Ólho em redor em busca de inspiração mas só vejo o Sol que se começa a esconder.
O meu reflexo num carro que passa mostra-me que comprei um boné (outro) para a minha colecção, um boné novo de mais para um homem velho, mas antiquado demais para um homem novo. Um boné à “Zé do boné”, castanho, de bombazine, quentinho para esconder o arrepio do cabelo acabado de cortar... Pequenos orgulhos que tenho, inspirados pelo Sol, o Sol que agora se está a esconder, como o meu boné me esconde do Sol.
Escrevo sem saber o que escrever e enquanto o combóio que espéro se aproxima escrevo à pressa sem ter nada para dizer:
O dia foi longo... Vou para casa.
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Sexta-feira, Fevereiro 10, 2006

O Post e a Pen

Aqui há dias escrevi (caneta e papel) uns pensamentos que me ocupavam a alma... hoje de manhã encontrei o papel escondido no livro que ando a ler e resolvi transformar esses escritos em Post aqui nas Interferências. Toca de passar tudo para o PC e gravar na Pen... Onde está a minha Pen? Gavetas, bolsos de vários casacos e blusões, sacos, malas, prateleiras e nada de a encontrar. Por fim lembrei-me e...
"Alô, Ana, sabes onde está a minha Pen?... Ah, tens-la contigo aí?... Não faz mal, é que andava à procura dela... depois tráz-ma que precisava de gravar lá umas coisas... nada de importante... Beijinhos, até logo".
Portanto hoje escrevo um Post sobre o Post que gostava de ter escrito, será o próximo!
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Quinta-feira, Fevereiro 09, 2006

Cop Killer

Comprei um boné preto a dizer "Police". À entrada do concerto dos Depeche disse ao bofia que me controlou o bilhete: "Meu, tens um chapéu muit'a louco".
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Terça-feira, Fevereiro 07, 2006

35 Aninhos

...e não me venham dizer que está frio, hoje fartei-me de andar de moto e não tive frio nenhum!
Tirando isso nada de novo, ainda não recebi aquele telefonema que fiquei de receber esta semana, tenho um filme para devolver ao videoclub e tenho que ir buscar a cadela ao hotel ainda hoje, antes de acabar o dia no quentinho de casa.
Ah... também fiz um electrocardiograma com prova de esforço: 8 minutos a acelerar o passo numa passadeira rolante, com uma médica a olhar para o monitor dos meus batimentos cardiacos e a exclamar "Hmmmm", "Vou-lhe acelerar mais uma bocadinho", " Hmmm, muito bem..." e eu a ofegar enquanto outra médica me media a pressão arterial a cada 30 segundos, e eu a passo acelerado, como se fosse apanhar o comboio, com montes de fios agarrados ao tronco e um novo corte muito fashion nos pêlos do peito!
Tudo OK, posso fazer todo o desporto que me apetecer!
Afinal era só ansiedade!
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Sexta-feira, Fevereiro 03, 2006

Burocracia no futebol

Aparentemente, o derby de Sábado passado entre Benfica e Sporting terá que ser repetido...
Veio-se a saber que o Sporting não tinha alvará para dar um Baile!
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Terça-feira, Janeiro 31, 2006

Piada da Semana

"Aquilo no Domingo não era neve... Eram penas de Águia!"
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Sexta-feira, Janeiro 27, 2006

Parabéns

Parabéns Mozart, e obrigado pela música.
Parabéns hoje também para a minha sobrinha Mariana que faz 13 anos
Parabéns atrasados para a minha sobrinha Margarida que fez 13 anos no dia 6 de Janeiro e eu me esqueci completamente.
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